Friburgo ainda sofre

Olá gente, semana passada estive em Nova Friburgo cobrindo uma manifestação. É triste! Os moradores da cidade ainda sofrem com a omissão do poder público. Tem muita gente ainda morando em abrigos, sem receber o tão prometido aluguel social. Há bairros sem energia, serviço de telefonia, com pedras no meio da ruas e sem transporte público.

Passeata em Friburgo

O ato público foi um protesto das vítimas das chuvas de Nova Friburgo que estão revoltados com a lentidão na reconstrução das casas e da falta de aluguel social para diversas famílias. Cerca de 400 moradores e 23 entidades sindicais da Frente Sindical e Popular, criada para debater os problemas da cidade, levaram faixas e cartazes para a concentração na Praça Dermeval Barbosa Moreira. Após o discurso e desabafo dos líderes locais, o grupo caminhou até a Prefeitura do município.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Vestuários de Nova Friburgo, Luzia Falcão, os habitantes da cidade pedem transparência nas ações do governo.

– Nós queremos o compromisso do poder público e atuação concreta nos bairros que precisam reconstruir. Não há fiscalização do que é feito, onde, como, quem, quando e quanto vai ser destinado para a ação. Nós queremos participar diretamente e fiscalizar o que está sendo feito no nosso município – falou a Luzia Falcão.

O comerciante Carlos Henrique foi uma das centenas de pessoas que participaram do ato. Ele contou que o bairro Rui Sanglard para ser todo demolido. "O sentimento é uma mistura de revolta e abandono. A gente tenta acreditar que dá para fazer a nossa parte e recomeçar. Porém nossa esperança acaba, pois não vemos ajuda de nenhuma autoridade"

O ato público teve como objetivo mostrar que, após três meses da maior tragédia climática do Brasil, os moradores da Região Serrana continuam lutando para retornar à vida normal. As chuvas que devastaram a cidade deixaram mais de 900 mortos, mais de 5 mil desabrigados e desalojados morando de favor na casa de amigos e parentes ou em abrigos improvisados em Escolas e Igrejas.

– A insegurança tomou parte de nossas vidas, grande parte da população perdeu tudo. Tem gente que está migrando de casa em casa, outras estão vivendo precariamente nos abrigos, tem famílias dormindo uma do lado da outra. Diante deste quadro, decidimos realizar o ato aqui em Nova Friburgo – contou a presidente do Sindicato.

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