O Lado Bom da Vida por Matthew Quick e por David O. Russell

loladobomdavida_livro_filmeNormalmente, eu leio antes de assistir o filme. Mas como não conhecia o autor de O Lado Bom da Vida, preferi ir ao cinema e ver do que se tratava. No dia seguinte, já estava com livro lido. Fiquei apaixonada pela temperamental história de Pat e Tiffany.

O Lado Bom da Vida tem dois lados: o original escrito por Matthew Quick e o adaptado para o cinema de David O. Russell. Ambos têm a mesma essência. Contam a história de Pat, de como ele sai de uma instituição mental e tenta reconciliar com sua ex-esposa.  De como o destino lança coisas ruins para que coisas boas coisas possam acontecer.

Para mim, a grande diferença entre a obra literária e a cinematográfica está em como o drama foi contado. Matthew Quick escreveu uma história mais sofrida, que nos faz refletir sobre problemas psiquiátricos de Pat. David O. Russell resolveu fez uma narrativa mais leve, agradável e engraçada.

Veja abaixo algumas outras diferenças que posso contar, sem entregar demais a história.

Livro Filme
Pat passa anos internado numa clínica mental. O motivo da internação só aparece no final do livro. Pat passa apenas alguns meses.  Não há segredos sobre o motivo da internação.
O pai dele não é compreensível e nem quer se reconciliar com o filme. O pai dele tem TOC e quer se aproximar do filho.
Seu irmão é preocupado com ele, amigo e cheio de cuidados. O irmão é um escroto. Ridículo. Mas mesmo assim, Pat “só tem amor por ele”.
A maior parte da história é dramática e pesada. David criou ótimas cenas, engraçadas e inteligentes. Equilibrando o filme.
Tem pouco Danny Tem maior participação do Danny
O destaque é Pat. O filme foi feito para Jennifer Lawrence, então, Tiffany é o destaque do filme.
Pat e Tiffany se falam pouco. O livro conta mais da relação dele com o pai, a mãe e a família. Eles se falam pra caramba. E tem ótimas discussões.
Tiffany manda Pat e sua ex-mulher “se fuderem”. Senti falta disso no filme. Pois como eles discutem mais, ele merecia escutar isso dela também.
Tiffany é bem mais nova do que Pat. Não fala sobre idade.
A coreografia da dança final retrata os sentimentos da Tiffany pelo Pat. O que ele significa para ela. A coreografia da dança representa a as mudanças de humor de Tiffany e a bipolaridade de Pat. Ora música lenta, ora música agitada. Um mix total.

Existem ainda outras diferenças. Que eu preferi ocultar ou que não lembro. Li o livro só uma vez e foi no início do ano. Certamente esqueci algo.(risos)

Então, qual é o melhor? Livro ou filme?

Li muitas resenhas que comparavam o livro e o filme. Todos naqueles discursos que livro é sempre melhor do que filme e blá blá blá.

A intensão de Matthew Quick  e David O. Russell é diferente uma da outra. Logo de cara, percebe-se que David não quis filmar o livro. Ele reescreveu a história. A meu ver, um busca reflexão e outro o entretenimento. Então para mim não há melhor. Achei o filme ótimo (Definitivamente, foi o melhor filme que assisti em 2013. Bom, pelo menos até agora) e também achei o livro maravilhoso. Indico os dois.

Agora, se ser melhor for uma comparação de melhor ou pior por identificação…  Identifico-me mais com o filme. Eu prefiro histórias mais leves. E quando são românticas, elas aquecem o coração.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s